segunda-feira, 22 de agosto de 2011

JMJ

CERIMÓNIA DE DESPEDIDA
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Aeroporto Internacional de Barajas de Madrid
Domingo, 21 de Agosto de 2011
  
Majestades,
Distintas Autoridade Nacionais, Autonómicas e Locais,
Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid e Presidente da Conferência Episcopal Espanhola,
Senhores Cardeais e Irmãos no Episcopado,
Meus Amigos:

Chegou o momento de nos despedirmos. Estes dias, que passei em Madrid com uma representação tão numerosa de jovens da Espanha e do mundo inteiro, ficarão profundamente gravados na minha memória e no meu coração.
Majestade, o Papa sentiu-se muito bem na Espanha. Também os jovens, protagonistas desta Jornada Mundial da Juventude, foram muito bem acolhidos aqui e em tantas cidades e localidades espanholas, que puderam visitar nos dias anteriores da referida Jornada.
Obrigado a Vossa Majestade pelas suas cordiais palavras e por ter querido acompanhar-me tanto na recepção como agora ao despedir-me. Obrigado às Autoridades nacionais, autonómicas e locais, que manifestaram com a sua cooperação uma fina sensibilidade por este acontecimento internacional. Obrigado aos milhares de voluntários que tornaram possível o bom andamento de todas as actividades deste encontro: os diversos momentos literários, musicais, culturais e religiosos do «Festival Jovem», as catequeses dos Bispos e os actos centrais celebrados com o Sucessor de Pedro. Obrigado às Forças de Segurança e da Ordem, bem como a quantos colaboraram prestando os mais variados serviços: desde o cuidado da música e da liturgia, até ao transporte, aos cuidados sanitários e ao abastecimento.
A Espanha é uma grande nação, que, numa convivência salutarmente aberta, plural e respeitadora, sabe e pode progredir sem renunciar à sua alma profundamente religiosa e católica. Manifestou-o uma vez mais nestes dias, ao aplicar a sua capacidade técnica e humana num empreendimento de tanta importância e futuro, como é este que facilita à juventude mergulhar as suas raízes em Jesus Cristo, o Salvador.
Uma palavra de particular gratidão é devida aos organizadores da Jornada: ao Cardeal Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos e a todo o pessoal desse Dicastério; ao Cardeal Arcebispo de Madrid, António Maria Rouco Varela, juntamente com os seus Bispos Auxiliares e toda a arquidiocese; nomeadamente ao Coordenador Geral da Jornada, Monsenhor César Augusto Franco Martínez e aos seus colaboradores, tantos e tão generosos. Os Bispos trabalharam com solicitude e abnegação nas suas dioceses para uma perfeita preparação da Jornada, juntamente com os sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos. Para todos vai o meu reconhecimento, juntamente com a minha súplica ao Senhor para que abençoe os seus trabalhos apostólicos.
E não poso deixar de agradecer com todo o coração aos jovens por terem vindo a esta Jornada, pela sua participação alegre, entusiasta e vigorosa. Digo-lhes: obrigado e parabéns pelo testemunho que destes em Madrid e no resto das cidades espanholas onde estivestes. Convido-vos agora a difundir por todos os cantos do mundo a feliz e profunda experiência de fé que vivestes neste nobre País. Transmiti a vossa alegria especialmente a quantos quiseram vir e pelas mais diversas circunstâncias não o puderam fazer, a tantos que rezaram por vós e a quantos a própria celebração da Jornada tocou o coração. Com a vossa solidariedade e testemunho, ajudai os vossos amigos e companheiros a descobrirem que amar Cristo é viver em plenitude.
Deixo a Espanha feliz e agradecido a todos, mas sobretudo a Deus, Nosso Senhor, que me permitiu celebrar esta Jornada repleta de graça e emoção, carregada de dinamismo e esperança. Sim, a festa da fé que compartilhamos permite-nos olhar em frente com muita confiança na Providência, que guia a Igreja pelos mares da história; por isso permanece jovem e cheia de vitalidade, mesmo enfrentando árduas situações. Isto é obra do Espírito Santo, que torna presente Jesus Cristo nos corações de jovens de cada época e, deste modo, lhe mostra a grandeza da vocação divina de todo o ser humano. Pudemos comprovar também como a graça de Cristo derruba os muros e franqueia as fronteiras que o pecado levanta entre os povos e as gerações, para fazer de todos os homens uma só família que se reconhece unida no único Pai comum, e que cultiva com o seu trabalho e respeito tudo o que Ele nos deu na criação.
Os jovens respondem com prontidão quando se lhes propõe, com sinceridade e verdade, o encontro com Jesus Cristo, único Redentor da humanidade. Agora regressam às suas casas como missionários do Evangelho, «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» e terão necessidade de ajuda no seu caminho. Por isso confio, de modo particular aos Bispos, sacerdotes, religiosos e educadores cristãos, o cuidado da juventude que deseja responder com entusiasmo ao chamado do Senhor. Não há que desanimar com as contrariedades que, de diversos modos, se apresentam nalguns países. Mais forte do que todas elas é o anseio de Deus, que o Criador colocou no coração dos jovens, e o poder do Alto, que concede fortaleza divina aos que seguem o Mestre e a quantos buscam n’Ele alimento para a vida. Não tenhais medo de apresentar aos jovens a mensagem de Jesus Cristo em toda a sua integridade e convidá-los para os sacramentos, pelos quais nos torna participantes da sua própria vida.
Majestade, antes de regressar a Roma, quero assegurar aos espanhóis de que os tenho muito presente na minha oração, rezando especialmente pelos esposos e as famílias que afrontam dificuldades de diversa natureza, pelos necessitados e enfermos, pelos avós e as crianças, e também por aqueles que não encontram trabalho. Rezo igualmente pelos jovens da Espanha. Estou convencido que, animados pela fé em Cristo, darão o melhor de si mesmos, para que este grande País enfrente os desafios da hora actual, e continue avançando pelos caminhos da concórdia, da solidariedade, da justiça e da liberdade. Com estes desejos, confio a todos os filhos desta terra nobre à intercessão da Virgem Maria, nossa Mãe do Céu, e de coração os abençoo com afecto. Que a alegria do Senhor inunde sempre os vossos corações. Muito obrigado!

sábado, 20 de agosto de 2011

«Conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

31. Os problemas humanos mais debatidos e diversamente resolvidos na reflexão moral contemporânea, estão ligados, mesmo se de várias maneiras, a um problema crucial: o da liberdade do homem.
Não há dúvida que a nossa época adquiriu uma percepção particularmente viva da liberdade. «Os homens de hoje tornam-se cada vez mais conscientes da dignidade da pessoa humana», como já constatava a Declaração conciliar Dignitatis humanae sobre a liberdade religiosa. 52 Daí a reivindicação de que os homens possam «agir segundo a própria convicção e com liberdade responsável, não forçados por coacção, mas levados pela consciência do dever».53 Em particular, o direito à liberdade religiosa e ao respeito da consciência no seu caminho para a verdade é sentido cada vez mais como fundamento dos direitos da pessoa, considerados no seu conjunto. 54
Assim, o sentido mais agudo da dignidade e da unicidade da pessoa humana, bem como do respeito devido ao caminho da consciência, constitui certamente uma conquista positiva da cultura moderna. Esta percepção, em si mesma autêntica, encontrou múltiplas expressões, mais ou menos adequadas, algumas das quais, porém, se afastam da verdade do homem enquanto criatura e imagem de Deus, e requerem, portanto, ser corrigidas ou purificadas à luz da fé. 55
32. Em algumas correntes do pensamento moderno, chegou-se a exaltar a liberdade até ao ponto de se tornar um absoluto, que seria a fonte dos valores. Nesta direcção, movem-se as doutrinas que perderam o sentido da transcendência ou as que são explicitamente ateias. Atribuiram-se à consciência individual as prerrogativas de instância suprema do juízo moral, que decide categórica e infalivelmente o bem e o mal. À afirmação do dever de seguir a própria consciência foi indevidamente acrescentada aqueloutra de que o juízo moral é verdadeiro pelo próprio facto de provir da consciência. Deste modo, porém, a imprescindível exigência de verdade desapareceu em prol de um critério de sinceridade, de autenticidade, de «acordo consigo próprio», a ponto de se ter chegado a uma concepção radicalmente subjectivista do juízo moral.
Como facilmente se compreende, não é alheia a esta evolução,a crise em torno da verdade. Perdida a ideia de uma verdade universal sobre o bem, cognoscível pela razão humana, mudou também inevitavelmente a concepção da consciência: esta deixa de ser considerada na sua realidade original, ou seja, como um acto da inteligência da pessoa, a quem cabe aplicar o conhecimento universal do bem numa determinada situação e exprimir assim um juízo sobre a conduta justa a eleger, aqui e agora; tende-se a conceder à consciência do indivíduo o privilégio de estabelecer autonomamente os critérios do bem e do mal e agir em consequência. Esta visão identifica-se com uma ética individualista, na qual cada um se vê confrontado com a sua verdade, diferente da verdade dos outros. Levado às últimas consequências, o individualismo desemboca na negação da ideia mesma de natureza humana.
Estas diversas concepções estão na origem das orientações de pensamento que sustentam a antinomia entre lei moral e consciência, entre natureza e liberdade.
33. Paralelamente à exaltação da liberdade, e paradoxalmente em contraste com ela, a cultura moderna põe radicalmente em questão a própria liberdade. Um conjunto de disciplinas, agrupadas sob o nome de «ciências humanas», chamou justamente a atenção para os condicionamentos de ordem psicológica e social, que pesam sobre o exercício da liberdade humana. O conhecimento desses condicionalismos e a atenção que lhes é prestada são conquistas importantes, que encontraram aplicação em diversos âmbitos da existência, como, por exemplo, na pedagogia ou na administração da justiça. Mas alguns, ultrapassando as conclusões, que legitimamente se podem tirar destas observações, chegaram ao ponto de pôr em dúvida ou de negar a própria realidade da liberdade humana.
São de lembrar ainda algumas interpretações abusivas da pesquisa científica a nível antropológico. Partindo da grande variedade de tradições, hábitos e instituições existentes na humanidade, concluem, senão sempre pela negação de valores humanos universais, pelo menos com uma concepção relativista da moral.
34. «Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?». A pergunta moral, à qual responde Cristo, não pode prescindir da questão da liberdade, pelo contrário, coloca-a no centro dela, porque não há moral sem liberdade: «Só na liberdade é que o homem se pode converter ao bem».56 Mas qual liberdade? Perante os nossos contemporâneos que «apreciam grandemente» a liberdade e que a «procuram com ardor», mas que «muitas vezes a fomentam dum modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo o mal, contanto que agrade», o Concílio apresenta a «verdadeira » liberdade: «A liberdade verdadeira é um sinal privilegiado da imagem divina no homem. Pois Deus quis "deixar o homem entregue à sua própria decisão" (cf. Sir 15, 14), para que busque por si mesmo o seu Criador e livremente chegue à total e beatífica perfeição, aderindo a Ele».57 Se existe o direito de ser respeitado no próprio caminho em busca da verdade, há ainda antes a obrigação moral grave para cada um de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida. 58 Neste sentido, afirmava com decisão o Cardeal J. H. Newman, eminente defensor dos direitos da consciência: «A consciência tem direitos, porque tem deveres».59
Algumas tendências da teologia moral hodierna, sob a influência das correntes subjectivistas e individualistas agora lembradas, interpretam de um modo novo a relação da liberdade com a lei moral, com a natureza humana e com a consciência, e propõem critérios inovadores de avaliação moral dos actos: são tendências que, em sua variedade, coincidem no facto de atenuar ou mesmo negar a dependência da liberdade da verdade.
Se queremos realizar um discernimento crítico destas tendências, capaz de reconhecer o que nelas existe de legítimo, útil e válido, e indicar, ao mesmo tempo, as suas ambiguidades, perigos e erros, devemos examiná-las à luz da dependência fundamental da liberdade da verdade, dependência que foi expressa do modo mais claro e autorizado pelas palavras de Cristo: «Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32).

Veritatis splendor
Papa João Paulo II

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Transformações psicológicas, morais e religiosas

7. A transformação de mentalidade e de estruturas põe muitas vezes em questão os valores admitidos, sobretudo no caso dos jovens. Tornam-se frequentemente impacientes e mesmo, com a inquietação, rebeldes; conscientes da própria importância na vida social, aspiram a participar nela o mais depressa possível. Por este motivo, os pais e educadores encontram não raro crescentes dificuldades no desempenho da sua missão.
Por sua vez, as instituições, as leis e a maneira de pensar e de sentir herdadas do passado nem sempre parecem adaptadas à situação actual; e daqui provém uma grave perturbação no comportamento e até nas próprias normas de acção.
Por fim, as novas circunstâncias afectam a própria vida religiosa. Por um lado, um sentido crítico mais apurado purifica-a duma concepção mágica do mundo e de certas sobrevivências supersticiosas, e exige cada dia mais a adesão a uma fé pessoal e operante; desta maneira, muitos chegam a um mais vivo sentido de Deus. Mas, por outro lado, grandes massas afastam-se pràticamente da religião. Ao contrário do que sucedia em tempos passados, negar Deus ou a religião, ou prescindir deles já não é um facto individual e insólito: hoje, com efeito, isso é muitas vezes apresentado como exigência do progresso científico ou dum novo tipo de humanismo. Em muitas regiões, tudo isto não é apenas afirmado no meio filosófico, mas invade em larga escala a literatura, a arte, a interpretação das ciências do homem e da história e até as próprias leis civis; o que provoca a desorientação de muitos.
GAUDIUM ET SPES 
PAPA PAULO VI
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sobre, pontes, passagens e definitivo.

Amor que é amor dura uma vida inteira. Se não durou é porque nunca foi Amor, sempre foi paixão.
É com essa frase que começo a rabiscar algumas palavras, na tentativa de falar sobre pontes, passagens e definitivo. Há muito tempo que vem sendo gestado isso em meu coração. Aqui falo de pessoas que passam pela nossa vida fica algum tempo e depois vão embora, outras permanecem e celebramos juntos a alegria de SER AMIGO.
Muitas pessoas já passaram em minha vida, para algumas fui passagem alguém que precisava de uma palavra que bem aventurasse sua vida, um olhar ou até mesmo um abraço que confortou seu coração e sua vida. Para outras fui ponte, uma estadia mais demorada onde renderam algumas conversas que puderam iluminar suas vidas. Espero que cada uma delas persevere na luta diária de santidade e felicidade.
Para poucas pessoas fui definitivo, pois estas se tornaram meus AMIGOS na TOTALIDADE de ser um AMIGO, aquele que respeita os limites e com isso a AMIZADE se fortalece mais e mais. E juntos celebramos as conquistas, alegrias e tristezas, pois foi na experiência da vida que fui capaz de reter considerações que vão moldando o que somos e aquilo que desejamos ser. É vivendo que descobrimos o que somos, pois para viver precisamos escolher. Somos na vida aquilo que escolhemos ser.
A espera é uma necessidade vital. Esperamos o amanhecer. Esperamos o entardecer. Esperamos a cicatrização da incomoda ferida. Esperamos o Amor. Guimarães Rosa dizia que esperar é reconhecer-se incompleto. É na consciência de nossa incompletude que a espera ganha mais significado. O futuro existe.
A vida requer cuidado. Os Amores e Amizades também. Pontes, passagens definitivo na vida de quem passa por nós. Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Essa frase de Felipe Cortelline Roque é uma verdade, nunca vamos embora da vida de ninguém sem levar um pouco delas coma gente. Espero que as pessoas que passaram em minha vida tenham a oportunidade de levar a luz de ressuscitado que carrego essa é minha missão.
Termino com uma frase de Rubens Alves:
Na sala de visita as crianças se comportavam bem, eram só sorrisos e todos usavam mascaras. Na cozinha era diferente: a gente era gente mesmo fogo, fome e alegria.

Rafael Camargo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O amor me faz um vencedor

Esta quinta feira de adoração começou com muita amorosidade e vimos que Paulo foi um líder amoroso. Jesus tinha a palavra da ternura, mas também tinha a palavra do vigor e Paulo também era assim, de vez em quando tinha que puxar a orelha do povo.

Paulo disse que o amor tudo desculpa, tudo espera e tudo suporta, nós devemos amar com gestos concretos, o amor é dar a vida por alguém, o amor não pode ser somente afetivo, mas também efetivo, nosso amor deve ser inteligente.

Pedro passou três anos com Jesus e passou por diversas provas para chegar a ser o primeiro Papa, pois ele respondeu a muitas questões de Jesus e acertou, porém em outras ocasiões ele também errou. Pedro após a ressurreição de Jesus recebe outra pergunta de Jesus quando os dois se encontram, Jesus diz a ele: “Pedro tu me amas?” e ele responde: “Tu sabes que te amo!”, mas logo depois Pedro quer impedir Jesus de seguir seu caminho e Jesus lhe repreende.

Jesus pergunta a mesma coisa novamente a Pedro, “Pedro tu me amas!”, pois Jesus na verdade queria saber se ele teria coragem de dar a vida por Ele, e Pedro responde novamente: “Tu sabes que te amo!”. Pedro foi sincero ele sabia que não era amoroso ao ponto de dar a vida por Jesus, ele só tinha o amor “Philia” por Jesus, o amor de amizade.

O amor tem que ser efetivo, mostrado com os gestos silenciosos, assim como Pedro fez quando foi para a cruz ele não permitiu que o crucificassem do mesmo jeito do seu mestre Jesus. Ele fez seu gesto silencioso de amor no último momento de sua vida, pois entendeu o que era o amor.

Jesus não fazia sinais e curas espetaculares, eram sinais e curas amorosas, era um transbordamento do amor. Certa vez uma mãe me perguntou se era certo bater no seu filho e eu perguntei a ela: “O que você acha?” e ela me disse: “Ás vezes eu fico com raiva e dou umas palmadas nele.” e eu disse a ela, “Se for para bater, dê palmadas amorosas!”, hoje em dia nós não aprendemos a amar como devemos.

O amor deve ser resiliente, ou seja, aquilo que após sofrer algum impacto tem a capacidade de voltar à sua forma normal. Nós somos seres resilientes, por exemplo, quando morre alguém na família nós temos a impressão de que não suportaremos, é um verdadeiro impacto, mas nós depois de algum tempo conseguimos superar aquele impacto e continuar a vida.


Muitas vezes nós queremos ser resistentes e não somos resilientes, acontece muito mais com as mulheres, quando surge uma doença, ou vamos suportando muitas coisas e chega uma hora que quebramos, pois não agüentamos, neste caso até fomos resistentes e mas não resilientes.

Na África, as pessoas pegam macacos com a seguinte tática, colocam uma frutinha em uma cumbuca, o macaco é atraído e coloca a mão na cumbuca para pegar a fruta e fecha a mão e não consegue mais tirar a mão dali, pois não tem a capacidade de raciocinar e abrir a mão para soltar a fruta e se livrar. Há muita gente vivendo assim de forma egoísta, existem maridos metendo a mão na cumbuca e não abre a mão para nada, preso ao seu “eu”.

O problema do mundo não é uma crise econômica e sim uma crise de amor, precisamos dar a vida, alguém precisa dar a vida, você que cansou de remendar as coisas, de remediar as coisas, você que quer se unir àquele que deu a vida para salvar o mundo, dê o primeiro passo, o amor é feito de passos.

O amoroso é um combatente e é também um vencedor, pois o amor nos faz um vencedor!

http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2237&pre=5824

domingo, 17 de julho de 2011

Quem ama se faz presente

O segredo daquilo que Jesus pediu em Mateus 11,28. "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas". Vou dizer uma frase que eu gostaria que você decorasse, não apenas na mente mas também no coração. 'Quem ama se faz presente'. Jesus é especialista em se fazer presente na vida de cada um, deixando a sua marca.

Você é filho do amor e quem ama se faz presente. Para isso Jesus derrama a sua graça nos corações que estão abertos. Um presente é uma pálida recordação. Deus é muito mais do que um presente, Ele se faz presente.

Ele promete, dar-nos a graça para cumprirmos os nossos deveres. Muitas vezes o seu ministério, a sua missão passa pelo sofrimento, mas o Senhor vai ajudá-lo a cumprir o seu dever, naquilo que Ele mesmo lhe confiou, seja no ministério de música, no seu trabalho ou na sua família. Os teus sofrimentos unidos aos sofrimento de Jesus na cruz, vão ajudá-lo, esta é uma verdadeira escola do céu, porque todos os dias estaremos fazendo como São Paulo, nos unindo aos sofrimentos de Cristo.
Os sofrimentos e lágrimas nos fazem mais íntimos de Jesus.
Quando o povo não sabia mais para onde ir, Deus enviou os profetas com palavras de ciência, sabedoria, profecias. O profeta fala e a igreja vai discernindo. Nunca despreze um profeta, mas também não leve ao pé da letra, pois o discernimento é fundamental. Para isso é que existe o diretor espiritual, para que você, busque o direcionamento do Espírito Santo. Nós somos como o barco a vela, que o vento nos leva de um lado para o outro, e por isso Deus coloca na nossa vida pessoas para nos direcionar.

Deus chamou Moisés, e o deu os dez mandamentos, e todas as vezes que o povo olhava para aquela taboa onde estava escrito os mandamentos, eles sentiam a presença de Deus, por isso eles a colocaram dentro da Arca da Aliança. Deus dizia a eles: 'Eu estarei convosco'. Por isso precisamos pedir todos os dias o cumprimento desta promessa nas nossa vidas.
Em Ezequiel 36, o Senhor nos faz uma promessa profética, nos prometendo arrancar o nosso coração de pedra e nos dar um coração de carne. Então nós já pedimos: 'Cumpre em nós esta promessa, derrama a sua unção, dá-nos um coração de carne, vem dar-nos uma nova unção, restaura o teu povo Senhor e serás o nosso Deus e nós seremos o teu povo.

Jesus nos promete: 'Eu vos darei a graça'. E nós pedimos: 'Daí me a graça Coração de Jesus, eu confio nas promessas do Senhor, dai-me a graça Coração de Jesus'. O Sagrado coração de Jesus é um refúgio seguro na hora da morte, o Senhor nos dá a sua benção, e ainda que pecadores o Senhor diz que em seu coração nós pecadores acharemos a ponte da misericórdia. Deus tem entranhas, Ele gera cada um de nós na sua misericórdia.

Ele quer fazer de nós, homens e mulheres cheios da Graça e fervor ainda que estejamos tíbios. E o que é tíbio? É uma frieza espiritual, é aquele que perdeu o gosto pelas coisas, pela oração, já não sente mais gosto em participar da Santa Missa, falta-lhe unção. Muitas vezes viramos garçons, servimos e não experimentamos, isto é viver a tibieza.

Jesus promete a Santa Margarida Maria, que também aquelas almas tíbias se tornarão fervorosas. Esta é uma das promessas do Sagrado Coração de Jesus, e quem não deseja ser fervoroso? Por isso pedimos: Dai-nos o fervor na oração ó coração de Jesus. Eu confio nas promessas do Senhor. E as almas que já são fervorosas se elevarão rapidamente a um estágio de perfeição.

A Bíblia diz: "Sede perfeitos, como vosso Pai do céu é perfeito". Então ser santo é ser perfeito, mas a perfeição está em ser misericordioso. E para termos um coração misericordioso, precisamos ter o coração de Jesus, e assim poderemos dizer como São Paulo: “Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim”.

O Santo Padre , o Papa Bento XVI disse que o padre deve ser transparente quando celebra, para que todos possam ver Jesus através de nós e não escondamos Jesus. Se dizemos que estamos crucificados com Cristo, e as pessoas não veem Jesus em nós sacerdotes, então é porque não estamos sendo transparentes.

O Senhor promete também, abençoar a todos que tiverem em casa a imagem do Sagrado Coração Jesus. Muitos dizem que idolatramos imagem, mas se carregamos no bolso nossa foto, que somos pecadores, porque é que não podemos levar a recordação da imagem do Sagrado coração de Jesus?

Jesus prometeu também dar aos sacerdotes o dom de tocar até os corações mais empedernidos. O Senhor está vivo, Ele está no meio de nós, não interessa os nossos crimes e defeitos, Deus é capaz de nos perdoar. E com olhos de misericórdia Jesus nos diz,  "Ninguém te condenou, nem eu te condeno, vai e não peque mais".

Das doze promessas, o Senhor prometeu que os devotos do seu Sagrado Coração terão seus nomes escritos em suas mãos, e a grande e maior promessa é que Ele estará conosco até o fim.

http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2413&pre=6536

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Parada Gay: respeitar e ser respeitado - por Odilo Scherer

Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.

Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.

A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

"Maria, ternura de Deus"

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Coração humilde e humano de Jesus

Ontem foi um dia da graça. Eu penso que o lar da família de Nazaré era um lugar de alegria, da graça de Deus. Aqui, estou falando de uma alegria, que é fruto do Espírito Santo e não de uma alegria que se assemelha a uma simples euforia, algo que logo passa. Peço ao Espírito Santo que nos conceda esta alegria, que somente Ele pode nos conceder.

Também, no dia de ontem, refletimos sobre a mansidão do Coração de Jesus. Pudemos ir constatando que o Senhor é quem nos concede este peso leve – como ensinava Santo Agostinho – que se assemelha às penas do pássaro que permitem a ele alçar voo.
A cruz é este "fardo suave" que nos permite alçar voo rumo ao céu.
Jesus soube lidar com Seus apóstolos com um Coração manso. E Aristóteles já nos ensinava que a mansidão é este equilíbrio entre o excesso de ira – que podemos traduzir por violência – e a ausência dela. Vimos também que a mansidão de coração é o mesmo que ter um coração aberto.

Hoje, quero falar sobre a humildade do Coração de Jesus. Gente, desde 1976 eu estudo sobre a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus! E, somente hoje, O Senhor me revelou algo que eu não tinha percebido: que manso e humilde é praticamente a mesma coisa.

Em algumas boas traduções evangélicas da Bíblia, este “manso e humilde” é traduzido por “gentil”. E o que seria, então, este "humilde" de coração? Seria o mesmo que alguém pobre? Uma pessoa que não é orgulhosa? E Deus não parecia satisfeito com as minhas reflexões teológicas e filosóficas. Mas o Senhor dizia: “Joãozinho, você está chegando perto!” E eu achei que a humildade seria então esta necessidade de aprender mais, porque aquele que diz “saber de tudo” não consegue ser verdadeiramente humilde.

O humilde é aquele que aceita perder para ganhar. A humildade é o princípio da salvação. E Jesus me dizia: “É quase isso!” E eu consultei as minhas diversas Bíblias, as inúmeras traduções e, de repente, o Espírito Santo – como um “raio” – invadiu meu coração com estas palavras: “João, meu Coração é humilde porque é humano”.

A mansidão é a amorosidade de Jesus e a humildade de Seu Coração reflete sua humanidade. Jesus se fez humano para nos divinizar. Somos feitos à imagem e semelhança deste Amor eterno. Somos feitos à imagem e semelhança desta mansidão. Há aquele ditado que diz: “Filho de peixe, peixinho é!”. Meus irmãos, podemos afirmar que “Filho do Amor, Amorzinho é!”

O Coração de Jesus é inteiro, ou seja, é manso – revelando Seu lado divino – e humilde – revelando Sua humanidade, um Coração frágil como o nosso. É neste equilíbrio entre o divino e o humano que precisamos caminhar. A nossa caminhada se dá entre a militância e a mística.
Não há separação nem confusão no Coração de Jesus. Ele não é somente divino ou somente humano. Muitas heresias tentaram criar esta seperação. Mas, em Cristo, há esta plena comunhão entre o divino e o humano. O Senhor é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Ele não era “50% homem” e “50% Deus”. Não. Jesus é totalmente homem e totalmente Deus. Ele é totalmente manso e totalmente humilde.

E depois que eu aprendi esta lição, o Senhor me fez perceber que esta humildade do Coração de Jesus nos leva à oblação. Ele quer nos conduzir ao milagre da reparação. Há alguma coisa desajustada e distorcida em seus relacionamentos, em sua família, em sua vida, e espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus é a espiritualidade da reparação. Ele quer nos consertar.

Volte-se hoje para Jesus e diga: “Senhor, eu tenho jeito! Eu tenho conserto. Repara-me. Restaura-me”.

Gente, a nossa boca fala do que o nosso coração está cheio. Se o nosso coração está cheio de miséria, nós não vamos pronunciar outra coisa a não ser miséria. Entende? Somos chamados a ser reparadores também. A trazermos dentro do peito um coração cheio de divina mansidão e humana humildade [de Jesus].

Veja: a Santíssima Trindade é maravilhosa! Nosso Deus é solidário. O Pai é “Pai” porque tem um “Filho”. O Filho é “Filho” porque tem um “Pai”. E esta relação de amor se faz no Espírito Santo. Deus não é solitário! Ele não vive sozinho “numa nuvem”.

Não basta você vir aqui e ficar “consumindo” livros, palestras, padres e assim por diante. E depois ir embora cheio das bênçãos. Não, meus irmãos! É preciso fazer a experiência da comunhão. O coração humano se “estende” e se “contrai”. E, se ele não faz este movimento a pessoa morre de infarto.

Tem muita gente “infartando” espiritualmente, porque não faz esta experiência da comunhão com Deus em primeiro lugar, ou seja, não vai à Santa Missa, não frequenta a Paróquia e também não vive em comunhão com o próximo. Meus irmãos, é uma verdadeira tragédia vermos - em nossas ruas – pessoas jogadas ao chão.

Se víssemos a Hóstia Consagrada jogada no chão na calçada, agiríamos prontamente para reparar tal situação, não é verdade? E quando é o nosso irmão que está jogado na calçada? O que temos feito a respeito? Peçamos hoje ao Senhor este coração com ardor missionário. É preciso evangelizar a partir de Jesus Cristo, de seu coração manso e humilde, divino e humano, aberto e solidário. E evangelizar na força do Espírito Santo.

Para terminar, vamos cantar esta canção que resume toda a pregação. A letra dela diz o seguinte: “Jesus, rosto divino do homem. Jesus, rosto humano de Deus”. É isso, meus irmãos, em Jesus Cristo, no Seu Sagrado Coração, encontramos - em plenitude - a mansidão e a humildade.


Padre Joaozinho scj

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Varandas

Na varanda do meu pensamento é aonde Deus se encontra comigo, mas antes disso Ele entra em meu coração e a varanda é um lugar onde a gente tem uma linda conversa de Pai para filho. Que bom eu posso fazer isso e ter a certeza de que Deus cuida de mim.
Eu canto pra ninguém ouvir, mas eu canto pra Deus é a Ele digno de todo meu louvor. Cantar é rezar duas vezes porque o meu violão é um trem dos sonhos que leva o canto pra partir e daí Ele começa a sua obra nas pessoas que tem um coração criança e olhando longe e abraçando o céu, pois o ceu começa nas pedras e eles tentando alcançar com os dedos a felicidade de estar com Deus.
Varandas são assim é ver o sol despontar por detrás dos montes do meu coração e ver que apesar de tudo Ele está sempre conosco, pois meus olhos não tocam a força que a vida é quando o dia vem, e vem com uma folha em branco para você escrever de novo a sua história e aprender com seus erros mas acertar sempre mais.
E quando nós despertamos do sonho acordando que me faz viver e ai que está o bonito é ver o encontro do céu com meu chão e no coração de Deus isso vai acontecer.

Espero que você esteja na varanda tenho um alinda conversa com Deus, se não estiver espero que estas linhas ajudem você a se encontrar com Deus e leva-o ao seu coração e a sua Varanda porque você tem muito que conversar.


Com carinho, rezando por você.

Rafael Camargo